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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

PCH KM 10 - Potência: 4 MW



A área alagada pela PCH é de apenas 3,02 hectares.

A Pequena Central Hidrelétrica KM 10 (também conhecida como PCH KM 10) está localizada no Rio dos Patos, nos municípios de Prudentópolis, Guamiranga e Ivaí, ambas no estado do Paraná.

Veja abaixo a localização da PCH KM 14.


 Sua potência é de 4 MW, e possui as seguintes características técnicas e construtivas:
  • Coordenadas Geográficas da Barragem: 25° 04' 16,00" S / 50° 56' 43,00" W
  • Potência Instalada: 4 MW
  • Área do Reservatório: 0,091 km²
  • Nível Normal de Montante: 525,00 m
  • Nível Normal de Jusante: 510,00 m
  • Queda Bruta: 15,00 m
  • Queda Líquida: 14,20 m
  • Altura da Barragem: 11,00 m
  • Turbinas: 2 Kaplan "S" Jusante
  • Linhas de Transmissão: 34,5 kV em Circuito Simples
A PCH possuirá 5 vertedouros, sendo estes controlados por comportas do tipo basculante, o que garante uma maior segurança da usina em caso de vazões extremas, quando comparado, por exemplo, a vertedouros do tipo soleira livre. O barramento geral totalizará um comprimento de 100,10 m, sendo destes, 70,50 m referentes ao vertedouro, outros 10,60 m da tomada d'água, 13,00 m da barragem esquerda e 6,00 m da barragem direita.

A tomada d'água possuirá a função de possibilitar a passagem do volume de água presente no reservatório até as turbinas encontradas na casa de força. Para tanto, o circuito hidráulico da PCH foi concebido através de um canal de adução de 3.331,00 m de extensão, até chegar na câmara de carga, cuja função é amortecer possíveis oscilações de água, evitando assim danos aos condutos e turbinas da usina. Em seguida, a água passa por um conduto forçado de 31,60 m até encontrar as turbinas do Tipo Kaplan "S" Jusante, onde ali, a energia será produzida através de dois geradores com potência 2.105 kVA cada.

No cunho ambiental, a PCH KM 10 contará com uma escada de peixe, localizada junto ao barramento, na margem direita do Rio dos Patos, possibilitando assim que peixes e demais animais aquáticos realizem a migração em época de desova.

Além da geração de energia elétrica, quintuplicando o total produzido hoje em Prudentópolis, do ponto de vista ambiental, turístico, da aquicultura e da agricultura irrigada, os projetos terão uma contribuição extremamente positiva.

Em primeiro lugar porque nenhum deles atingirá qualquer cachoeira e seus lagos serão muito pequenos.

Na PCH KM 10 por exemplo, a área total que será alagada fora do atual leito do rio será de apenas 3,02 hectares. E a altura máxima da barragem no centro do rio será menor do que 10,5 metros.

Em segundo lugar porque, em torno de cada um deles será criada uma Unidade de Conservação, denominada “Área de Preservação Permanente”, ou APP.

Dentro de cada APP o empreendedor fica obrigado a não apenas recompor, às suas expensas, a flora e a fauna com as espécies nativas da região, mas a protegê-la e vigiá-la contra o desmate, a erosão, os desbarrancamentos, o assoreamento, a ocupação ilegal, o descarte de resíduos e embalagens de agrotóxicos e os incêndios, queimadas e de qualquer atividade não permitida por lei.

Ainda por lei, até 10% desta área poderá ser usada para finalidades turísticas e de educação ambiental, bem como para lazer, recreação, pesca esportiva, piscicultura ou aquicultura em parques e outras instalações criadas de acordo com a lei.

O empreendedor fica obrigado, sob pena de perder a autorização da ANEEL e o licenciamento ambiental, a zelar por esta área e pela qualidade da água durante todo o prazo de autorização que será de 25 anos.

Em cada PCH deve ser instalada uma estação fluviométrica automática que enviará permanentemente os dados sobre a vazão e a qualidade da água às autoridades municipais, estaduais e federais para controle e providências.

Em terceiro lugar porque os reservatórios das PCH's, situados sempre a montante das áreas agricultáveis e de pastagem ao longo do rio, poderão alimentar pequenos reservatórios comunitários, ao longo dos canais de adução, destinados a tanques de piscicultura e a estocar água para sistemas de irrigação que usarão a gravidade, sem precisar bombear água do rio, permitindo o aproveitamento da região para atividades de agricultura familiar de alto valor agregado como o plantio de vegetais orgânicos, bem como de plantas fitoterápicas e a fruticultura.
  
Ao invés de trazerem qualquer ameaça à água, à cachoeira e ao turismo, as PCH's do Complexo Hidrelétrico do Rio dos Patos irão melhorar, sob todos os aspectos, as condições socioambientais hoje existentes, consolidando uma vocação de geração daquela região, mas trazendo melhoria da qualidade de vida, com um mínimo de impactos, sendo a grande maioria deles constituída de impactos positivos e não de caráter negativo, discutidos e planejados em colaboração com a comunidade e com as autoridades.

A energia gerada pela PCH KM 10 será transportada até a subestação da COPEL em Prudentópolis, através de linhas de transmissão em 34,5 kV, instaladas em postes do tipo "duplo T" específicos para tal nível de tensão, por uma extensão de aproximadamente 20,4 km.

Saiba mais sobre a Pequena Central Hidrelétrica KM 10:




Veja o vídeo da PCH KM 10, onde é possível ver as principais características do empreendimento: