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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Associação Brasileira de PCHs e Banco de Desenvolvimento Regional do Extremo Sul trabalham proposta em conjunto para o aumento do limite de operações automáticas de financiamento de PCH



A Associação Brasileira de Fomento às Pequenas Centrais Hidroelétricas (ABRAPCH), representado seu presidente Ivo Pugnaloni, também  diretor do grupo ENERBIOS/ENERCONS e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) estão trabalhando em conjunto numa proposta técnica para solicitar ao BNDES o aumento do limite de operações automáticas de financiamento para a construção de PCHs nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul dos atuais 20 milhões de reais para 40 milhões de reais.

Para a superintendente de relações institucionais do banco estatal, Lisiane Astarita de Limas, a cooperação com a entidade setorial é importante e essa proposta, se aceita deve preencher um espaço que hoje não pode ser alcançado pelas operações automáticas e que se situa entre as potências de 10 e 20 MW que hoje não podem ser atendidas por estarem além do limite atual de financiamento. “Além disso, a proposta coincide com a prioridade atribuída pelo governo ao BNDES para fortalecer as linhas de financiamento para infraestrutura e energia”, afirmou Lisiane.

“Sem poder acessar as operações automáticas, por causa do limite atual, os financiamentos para PCHs acabam restritos às operações convencionais nas quais o único tipo de garantia aceito pelo BNDES são PPAs, ou contratos de venda de energia, com prazos superiores a 10 anos, hoje em dia muito difíceis de obter, esclareceu Ivo Pugnaloni, presidente da ABRAPCH” 

O arcabouço da proposta foi discutido em reunião que ocorreu no banco na tarde de hoje, terça feira (25), na qual participaram também o Diretor de Assuntos Comerciais da ABRAPCH, Julien Dias, e Eduardo Moreira Garcia, analista de projetos e economista do BRDE.

Para Julien, a ABRAPCH poderá fornecer muitos dos dados solicitados pela equipe do BRDE, sobre o mercado de projetos desse porte que hoje está carecendo de garantia na forma de contratos de fornecimento de energia de longo prazo e por isso encontram muitas dificuldades. Também será mostrado o histórico de projetos já financiados e o descompasso entre o número de projetos efetivamente construídos e os planejados nos programas de desenvolvimento do setor de energia elétrica (PDEE).

Para o presidente da ABRAPCH essa iniciativa do BRDE vem de encontro à necessidade de facilitar a questão das garantias de financiamento ampliando a possibilidade do uso de outros instrumentos que não contrato de longo prazo como atualmente.

Para Ivo Pugnaloni, a aceitação do BNDES para a elevação desse limite poderá representar a viabilização de mais de 1300 MW em cerca de 120 projetos de PCHs entre 10 e 20 MW na região atendida pelo BRDE equivalendo a quase duas das dezoito turbinas de Itaipu. E certamente será estendida a outras regiões do país nas quais os empreendedores encontram dificuldade no financiamento para esta faixa. 

Na faixa abaixo de 10 MW as PCHs já encontram possibilidade de financiamento automático das obras civis através de operações automáticas que dispensam a apresentação de PPAs, informou o dirigente setorial. 

“O BRDE estará abrindo um grande caminho para viabilizar mais PCHs de maior porte, com essa proposta. Nós na ABRAPCH, especialmente o colega Julien, que tem grande experiência nesse setor, procuraremos ajudar no que for possível a convencer o BNDES da justeza dessa posição”, concluiu. 

Um comentário:

  1. Então a coisa é séria mesmo? E aí como ficamos pessoal?

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