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terça-feira, 1 de abril de 2014

Museus no Vale do Rio dos Patos terão apoio do IPHAN

O arquiteto José de La Pastina (à esquerda) e o presidente da Enerbios Ivo Pugnaloni reunidos na sede da IPHAN.
“Patrimônio histórico precisa se tornar atração turística real”, diz Ivo Pugnaloni.

Na ultima quinta feira, 27 de março, o engenheiro Ivo Pugnaloni, presidente da ENERBIOS manteve reunião com o superintendente do IPHAN no Paraná, arquiteto José de La Pastina, na sede daquele órgão em Curitiba, com objetivo de discutir as providencias para instalação dos dois museus que deverão abrigar os materiais coletados durante os estudos e a construção das três pequenas usinas que a ENERBIOS deverá construir no rio dos Patos, nos municípios de Prudentópolis, Ivaí e Guamiranga.

“Poderão ser a princípio, Museus ou Centros de Referência da Memória, cuja facilidade de implementação é ainda maior. O mais importante é que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que aprovou os estudos arqueológicos que realizamos na região como parte do licenciamento ambiental, já conhece a relevância dos objetos que já foram resgatados pela população local e que sem os nossos estudos não teriam chegado ao conhecimento do órgão responsável”, disse Pugnaloni.

Para o superintendente do IPHAN, José de La Pastina, “o caminho burocrático para a abertura dos museus da colonização e arqueológico,  não é tão complicado assim. Sua abertura servirá como atração turística, sem dúvida, pois na região não existe nada parecido em muitas centenas de quilômetros em volta”. 

A parte mais cara e mais difícil que é o resgate de vestígios e testemunhos e a construção das sedes e acessos, será feita pelo empreendedor, durante a execução dos Programas Ambientais das usinas, livrando os municípios de maiores gastos. Para Ivo Pugnaloni será mais uma contribuição que a construção das pequenas hidrelétricas trará para o desenvolvimento multidisciplinar da economia e da cidadania na região.

 “É uma obrigação de todos nós fazermos as oportunidades serem trazidas com maior vontade para essa região, que não pode continuar assistindo seus jovens irem embora, seus agricultores familiares desistirem da lavoura e venderem suas melhores terras planas e mecanizáveis, por falta de rentabilidade de suas culturas e de outras alternativas econômicas, como o turismo rural”, disse o engenheiro que é o responsável técnico pelo projeto e pela execução das usinas. 

“Mas o turismo precisa deixar de ser uma promessa para o futuro. Precisa deixar de ser uma quimera, uma coisa que nunca chega, algo que fica guardado a sete chaves para quando ninguém sabe. O turismo precisa se tornar algo real , palpável, com começo, meio e fim. E é nisso que a ENERBIOS está pretendendo ser parceira da população de todos os três municípios, tal como queremos ser parceiros na viabilização da bacia leiteira, da piscicultura e na fruticultura e olericultura com irrigação por gotejamento com a população local”, adendou Pugnaloni.

“Aqueles que defendem as pequenas usinas já perceberam que não estamos aqui para destruir nada e que ao contrário, viemos para contribuir, para agregar valor, para construir acessos, abrir novas oportunidades, trazer mais energia e progresso novo, nestes tempos em que, tantas inverdades e tantos preconceitos estão nos levando de volta ao risco do apagão, à falta de energia para gerar novos empregos e continuar crescendo ao invés de andar para trás, como parece, querem alguns.”, concluiu.

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