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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Carta de Ivo Pugnaloni presidente da ABRAPCH à Presidenta Dilma publicada na Revista GTD.

Ivo Pugnaloni presidente da Associação Brasileira de Fomento as Pequenas Centrais Hidroelétricas (ABRAPCH) informou diretamente à Presidenta Dilma Rouseff, em carta aberta publicada na revista GTD, a situação problemática  em que se encontra o setor elétrico brasileiro por depender cada vez mais das poluentes e caras termoelétricas que provocaram aumento de 35% nas tarifas da COPEL em julho de 2014.




Na carta o engenheiro mostra que no Brasil, as energias renováveis – hidráulica, biomassa e eólica -  alternam sua produção máxima ao longo do ano, criando uma matriz energética quase perfeita. E que se essa matriz fosse utilizada de maneira correta, não haveria necessidade de tanta utilização das termoelétricas, oito vezes mais caras e poluentes.
Pugnaloni pergunta à Presidenta: “Se é possível atingirmos essa matriz energética quase perfeita, por que razão então a ANEEL e a EPE estariam optando nos leilões pela compra majoritária das fontes termoelétricas?”
Ivo mostra à presidenta, com um gráfico elaborado pela ABRAPCH com dados da EPE, que quase 40% do total da energia nova comprada nos leilões da ANEEL e da EPE, para abastecer o país, impedindo um “apagão” de grandes proporções veio de termoelétricas. Enquanto isso ocorre, as pequenas centrais hidroelétricas ficaram  com apenas 1% dessa parcela. Pugnaloni avisa à presidenta que isso se deve, em grande parte aos baixos valores fixados nos  leilões para os preços-teto das PCH’s que passaram a  ser inexequíveis, impossíveis de serem praticados de forma a remunerar a construção das PCH’s que desejem vender energia no mercado regulado.
Ivo mostra ainda que essa falsa economia, feita com o artifício de negar  alguns reais a mais para as PCH’s, tem ao final causado enormes prejuízos a todos com gastos muito maiores aos consumidores. “Isso prova que o barato sai caro, como está ocorrendo no caso do reajuste da Copel, devido ao grande uso de energia das termoelétricas.” Além disso, Ivo lembra à Presidenta e a própria COPEL que esta estranha “preferência pelas fontes poluentes” que a ANEEL e a EPE vem praticando, causou um aumento de 150% nas emissões de gases de carbono e de particulados de enxofre, ou seja um grande impacto ambiental.
“Não deixa de ser curioso refletir sobre o silencio de alguns frente as termoelétricas e como nada dizem sobre essa enorme causa de poluição  os que praticamente se profissionalizaram em procurar, a todo custo, apontar pretensos danos ambientais que seriam causados pelas PCH’s, que ao contrario, contribuem para a conservação do solo e da mata ciliar ao longo dos rios e reservatórios”, criticou Pugnaloni.
“A maior parte da população brasileira e do Paraná ainda não está ciente da atual situação, nem daquilo que vem ocorrendo com a geração de energia no Brasil.  Mas essa situação vai mudar em breve, pois a tendência de alta para o consumidor final fará com que todos tenham interesse em saber o que está acontecendo, de quem é a culpa e a responsabilidade por não usarmos mais a água para produzir energia, que é limpa e nacional, mas sim preferindo usar combustíveis importados, que são poluentes, nocivos a saúde e à balança comercial do país. A real situação energética brasileira é de desequilíbrio na escolha das fontes de energia. E isso precisa ser corrigido.” concluiu o engenheiro em sua carta à Presidenta Dilma Rouseff. 

Para ler a carta completa de Ivo para a Presidenta acesse o link.

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