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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Em visita ao Rio dos Patos, presidente da ABRAPCH realiza conscientização e mostra importância de PCHs a universitários



As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) são constantemente apontadas como uma importante peça no sistema energético do Brasil, com uma grande capacidade de crescimento devido ao potencial hidrelétrico do país. Mas o que são e quais são os benefícios desses empreendimentos? Com o intuito de responder esses questionamentos e apresentar projetos, o presidente da Associação Brasileira de Fomento às Pequenas Centrais Hidroelétricas (ABRAPCH), Ivo Pugnaloni, realizou na última quarta-feira (3) uma palestra em Prudentópolis, cidade de cerca de 50 mil habitantes localizada no sudeste do estado do Paraná, como parte da XV Jornada de Trabalho da Unicentro (Universidade Estadual do Centro Oeste).



O trabalho de conscientização foi realizado junto a 40 estudantes universitários participantes da XV Jornada de Trabalho, que deixaram a cidade de Guarapuava e se deslocaram cerca de 65km até Prudentópolis para esta visita de campo a fim de se inteirarem sobre as PCHs e seu funcionamento. A proposta foi causada pelo tema de discussão do evento, que aconteceu entre os dias 2 e 5 de setembro: “Conflitos territoriais, (re)invenções do controle social e das resistências do trabalho para além do capital”.

Dentro dos objetos de estudo da jornada, foram realizadas visitas técnicas ao Vale do Rio dos Patos, em Prudentópolis, onde existem projetos para a instalação de três pequenas usinas hidrelétricas. Ali, com o trabalho de campo e a palestra, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer os projetos das PCHs na região, estabelecendo contato com as diversas perspectivas tais como:

- O processo de implantação de um projeto;
- Conflitos com a prefeitura;
- Visão empreendedora, pública e da comunidade;
- E também discussões a cerca das matrizes energéticas;

Durante a palestra, Ivo Pugnaloni apresentou o RAS - Relatório Ambiental Simplificado, mostrando os estudos, benefícios sociais para a região e incentivos que poderão beneficiar a comunidade de Prudentópolis.

Em um segundo momento da visita, o presidente da ABRAPCH e os estudantes participantes da XV Jornada do Trabalho foram até uma das propriedades que será beneficiada por um dos projetos de implantação de PCH, que espera liberação junto aos órgãos competentes, para um café da tarde. 

Neste encontro, pôde se verificar um sentimento de valorização da comunidade que estará nas imediações da usina e como essa mudança afetará suas vidas. Para Miguel Bugdanoviz, morador da região e “anfitrião” da visita dos estudantes, há um anseio para que o projeto que está em trâmite desde 2008 possa sair do papel em breve. "Espero estar vivo para ver a usina construída e funcionando", afirma.

O projeto do Complexo Hidrelétrico do Rio dos Patos consiste na construção de três PCHs que, juntas, totalizam um potencial de 20 megawatts (MW). Como nas demais pequenas usinas, a implantação dos três empreendimentos gerarão benefícios ambientais e para a comunidade, como a criação de Áreas de Preservação Permanente, a geração de empregos e a utilização do reservatório das PCHs para o abastecimento de reservatórios comunitários que podem ser utilizados para tanques de piscicultura e a estocagem de água para sistemas de irrigação que usarão a gravidade, por exemplo.

A situação atual do sistema energético do Brasil faz com que existam debates e se levantem possibilidades para a descentralização da produção, baseada em Usinas Hidrelétricas (UHEs). Para que se evite a utilização de fontes não-renováveis, como a térmica, as Pequenas Centrais Hidrelétricas aparecem com um grande potencial de geração de energia para auxiliar no atendimento da demanda existente.

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