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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Reajustes nas tarifas elétricas pressionaram aumento da inflação

Os recentes reajustes nas tarifas de energia elétrica em todo o país, que entraram em vigor em julho e agosto, tiveram um impacto maior do que o custo da conta mensal para o brasileiro. A alta energética também contribuiu para o aumento na inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).


Essa influência, de acordo com técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), pôde ser percebida com reajustes diretos ou indiretos (por meio de aumento de tributos) do serviço. Isso levando em consideração que o fenômeno atingiu seis das 13 cidades e regiões metropolitanas pesquisadas pelo órgão.

Há, com essa constatação, uma “inversão de papéis” em relação ao último ano. Isso porque, em 2013, o custo da energia elétrica foi o item mais importante para conter a taxa inflacionária ao cair mais do que 15%.

 “Em 2013, foram feitas várias revisões tarifárias e as contas ficaram mais baratas. Já agora, com problemas que vêm acontecendo no setor, os reajustes têm sido relativamente altos em grande parte das regiões e as contas têm ficado mais salgadas”, explicou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE, à Agência Brasil.
Considerando os últimos 12 meses, o valor da energia elétrica acumula uma alta de 13,58%. Apenas nos oito meses já decorridos em 2014, o índice de aumento atinge 11,66%.

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