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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Diretor-presidente da ENERBIOS fala sobre PCHs em palestra para universitários na Unicentro, em Prudentópolis

Convidada pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unioeste), a ENERBIOS participou da XXIV – IRACONT (Semana de Estudos de Contabilidade da Unicentro) na última quinta-feira (9) em Prudentópolis. Essa participação foi feita por meio de uma palestra realizada pelo diretor-presidente Ivo Pugnaloni aos 150 estudantes e professores participantes do evento.
A palestra da ENERBIOS serviu para tratar dos aspectos socioambientais e resultados econômicos e fiscais da implementação das Pequenas Centrais Hidroelétricas (PCH) nos quilômetros 10, 14 e 19, localizadas no Rio dos Patos.


O engenheiro apresentou os efeitos positivos que as PCHs terão no Vale do Rio dos Patos. Um dos benefícios citados foi a criação de uma Área de Preservação Permanente (APP) junto aos empreendimentos, com extensão duas vezes superior à área inundada com a construção das usinas.

“A presença das PCHs melhoram o meio ambiente como um todo. A área alagada com as três usinas é de apenas 8 alqueires, ou seja, quase nada. Com a APP, serão plantadas espécies nativas que eventualmente foram removidas em anos. Isso diminui muito e pode até evitar a erosão das margens, contribuindo para o não assoreamento do rio”, destacou Ivo Pugnaloni.

“Além disso, a qualidade da água também melhorará graças à avaliação laboratorial que será realizada a cada três meses. Aliado a esse acompanhamento, uma utilidade das PCHs é o fato que elas servem como um ‘filtro’ das coisas que são jogadas rio acima”, lembrou ele. “A construção das usinas deve, ainda, fazer com que a Sanepar conclua as obras planejadas para o esgotamento sanitário da região”, emendou.

De acordo com Pugnaloni, a expectativa é que os primeiros licenciamentos ambientais das três PCHs do Vale do Rio dos Patos saiam em julho de 2015.

Ivo Pugnaloni, ao centro, junto com acadêmicos e os professores Ana Lea, Mônica, Celso Rosa, Marcelo e Flávio

Cartilha de conscientização
Durante a apresentação, além de dados específicos dos impactos ambientais pela construção das três PCHs, foi exibida a nova cartilha da Associação Brasileira de Fomento às Pequenas Centrais Hidroelétricas (ABRAPCH). Intitulada “PCHs: mitos e verdades”, a publicação tem como objetivo expor qual a importância das PCHs para o meio ambiente, a segurança do fornecimento de energia e o equilíbrio da tarifa de energia no Brasil.

“Serão impressos 1 milhão de exemplares com o resumo da situação energética do Brasil. Essas cartilhas serão distribuídas para estudantes de Engenharia, Direito e cursos relacionados à questão econômica e sócio-ambiental de todo o país”, destacou Pugnaloni.


Alerta sobre o fracking
Aproveitando a oportunidade concedida pela Unicentro, Ivo Pugnaloni ainda falou sobre o fracking. Ele discursou sobre os perigos trazidos com a concessão dada pelos leilões para a exploração do gás de xisto por meio desta prática prejudicial ao meio ambiente.

“O que a gente estranha mais é que, tendo em vista todo o ódio que se tem pelas PCHs, alguns fazem silêncio absoluto quanto ao fracking. Mesmo sendo um processo que polui os mananciais subterrâneos, como os aquíferos Guarani e Serra Geral localizados na região de Prudentópolis”, pontuou o engenheiro. “Não há mobilização ou preocupação qualquer desta prática importada dos Estados Unidos, justamente de onde vem o capital que patrocina a campanha contra as fontes hidrelétricas”, alertou.


Junto com a cartilha da ABRAPCH, Pugnaloni entregou um relatório à Unicentro que mostra de onde vem o financiamento das campanhas contra as PCHs e que, ao mesmo tempo, silenciam no que se refere ao fracking.

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