Blogger Widgets Blogger Widgets

sexta-feira, 6 de março de 2015

Adelmo assume a Prefeitura e declara moratória em Prudentópolis

Fonte: FOLHA de Irati
Em apenas uma semana, uma reviravolta aconteceu no cenário político de Prudentópolis. De vice-prefeito, o engenheiro agrônomo, Adelmo Luiz Klosowski, passou a ocupar o cargo de chefe do Poder Executivo. Já Gilvan Agibert, de prefeito, passou a ser suspeito de um esquema de corrupção, que foi investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público do Paraná.
Nesta quinta-feira (19), foi publicado no Diário Oficial do Município, diversos decretos. Entre eles, o prefeito empossado declara moratória no município, ficando suspensos todos os pagamentos de despesas empenhados até 12 de fevereiro de 2015, por até 120 dias.

Também foi constituída uma comissão para apurar a execução de contratos e promover a revisão dos empenhos e ordenar os pagamentos daqueles se encontram regulares. Essa equipe terá 120 dias para concluir os trabalhos.
Os contratos com as empresas suspeitas de participação no esquema também foram suspensos. A única que permanece prestando serviço é uma de transportes, considerada essencial e de caráter ininterrupto, porque o contrato é de concessão, mediante concorrência pública, não havendo valor pago pelo erário.
Um dia após a prisão de Agibert, o Tribunal de Justiça determinou o seu afastamento e a posse imediata de Adelmo, que ocorreu na Câmara de Vereadores, na noite de sexta-feira (13). Em entrevista, o prefeito empossado lamentou a situação ocorrida, que acabou o levando ao cargo, mas afirmou que está preparado para tocar a administração. "A população pode esperar trabalho, austeridade moral e financeira, respeito com dinheiro público e justiça. A forma que eu levo a minha vida, com minha família, vou transferir para Prefeitura", enfatizou Adelmo.
O novo prefeito comentou que o afastamento de Agibert e membros da sua equipe, assim como a suspensão de contratos com diversas empresas - sendo algumas delas prestadoras de serviços essenciais - podem trazer alguns transtornos para a população, mas que as soluções estão sendo buscadas.
Agibert foi preso em flagrante no dia 12 de fevereiro, em Curitiba, quando um empresário o entregava R$ 20 mil. Segundo o Gaeco, as prisões dele e de outras pessoas que podem estar envolvidas ocorreram para apurar denúncias de corrupção, fraudes em licitações, peculato e falsidade ideológica, envolvendo 13 empresas e pessoas ligadas à Administração Municipal de Prudentópolis.  
Um dos filhos do ex-prefeito e um empresário, que seria 'laranja' no esquema, que estavam detidos na cadeia pública de Prudentópolis foram soltos na segunda-feira (16). Já Agibert, que estava preso no Complexo Médico-Penal de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, teve deferido pela justiça o pedido de liberdade provisória, sendo solto na noite de quinta-feira (19). 
Durante a operação,  denominada 'Caçamba', os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Prefeitura de Prudentópolis (setor de licitações, compras e finanças), na casa do filho do prefeito e nas residências de dois empresários e de dois vereadores da cidade, além de outros locais. Foram apreendidos documentos, armas e R$ 69 mil, na casa onde vivem o ex-prefeito e seu filho, além de R$ 11 mil, na residência de outro filho de Agibert.
O Juízo da Vara Criminal de Prudentópolis decretou, ainda, o afastamento de nove servidores públicos, dentre eles secretários municipais e diretores da Prefeitura. 
NOMEAÇÕES
Ainda no Diário Oficial do Município de quinta-feira (19), foram publicadas algumas nomeações e exonerações. Os novos secretários são: Andrei Bulka Machula, Finanças; Alex Fabiano Garcia, Meio Ambiente; Luiz Renato de Lima, Saúde; Dayanne Louise do Prado, Agricultura; Eli Correa Fernandes, Procuradoria Geral e Jane Diniz Poli, chefe de Departamento de Assistência Social.
Câmara pode abrir investigação
Na sessão de posse do prefeito Adelmo, o presidente da Câmara Julio Makuch, afirma que os vereadores aguardam mais informações sobre a investigação do Gaeco para possivelmente iniciar um procedimento também investigatório. "É pertinente que aguardemos para que os indícios sejam apontados.  Isso vai facilitar o trabalho da Câmara para um possível julgamento. Acredito que há muito por vir", relata.

Nenhum comentário:

Postar um comentário