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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Brasil e Bolívia discutem implantação de ponte e hidrelétrica na fronteira

Fonte: Site G1
Desde sexta-feira (22) até a noite deste sábado (23), acontece em Guajará-Mirim (RO) e Guayaramérin, na Bolívia, o terceiro Seminário do Consórcio Binacional para Integração e Desenvolvimento Sustentável entre Brasil e Bolívia. O objetivo do encontro é elaborar uma carta de intenções que represente os interesses da população das cidades fronteiriças e discutir medidas estruturais que serão necessárias a partir do projeto de construção de uma hidrelétrica no distrito de Ribeirão, em Nova Mamoré, distante 60 quilômetros de Guajará-Mirim, e da ponte binacional que ligará os dois países com a extensão de de 1,2 mil metro.
O secretário geral do seminário, Cícero Noronha, explica que, de acordo com as reuniões entre o Consórcio e o Itamaraty realizadas em Brasília no final de 2012, existe o conhecimento do governo brasileiro da necessidade de implantação da ponte e da hidrelétrica.
“Já existe o projeto de construção da ponte que gira em torno de R$ 400 milhões, mas que deve ser readequado para 70% desse valor para começar a ser construído. A construção da hidrelétrica ainda está em discussão”, diz o secretário.
Noronha ressalta a importância deste encontro. “A população das cidades fronteiriças estão muito distantes das decisões do centro político. Esse seminário que é aberto à toda comunidade é um momento ímpar para levar seus posicionamentos e ter voz para perto do centro das decisões”, diz Noronha.
O primeiro dia de seminário, na sexta-feira, foi realizado na cidade de Guayaramérin, na Bolívia, e se encerra neste sábado (23) em Guajará-Mirim, no Brasil.
Entre os projetos binacionais para integração e desenvolvimento sustentável discutidos no encontro, estão a construção de mais duas hidrelétricas na região, sendo que uma seria binacional e outra totalmente boliviana. Outro projeto discutido pretende utilizar os rios da região para navegação até o oceano pacífico.
“É importante discutir sobre estes projetos porque eles causam impactos diretos e indiretos à população. A carta de intenção propõe medidas que atenda as necessidades da população”, completa Noronha.

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