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quarta-feira, 15 de abril de 2015

CONSELHO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE DE PRUDENTOPOLIS: ENERBIOS APRESENTA ESTUDOS AMBIENTAIS DAS PCHS DO RIO DOS PATOS

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Nesta última terça-feira (14), reuniram-se membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Prudentópolis, representantes da prefeitura, representantes da Enerbios, entre outros convidados. Na ocasião, foram entregues cópias impressa e digitais dos Estudos Ambientais das Pequenas Centrais Hidroelétricas do Rio dos Patos, PCHs KM 19, KM 14 e KM 10.


O convite para a participação da ENERBIOS surgiu de uma reunião de representantes da empresa com o prefeito Adelmo Luiz Klosowski que recentemente assumiu o cargo após o afastamento judicial de Gilvan Pizzano Agibert.



No inicio da reunião, o engenheiro Ivo Pugnaloni representante da ENERBIOS, fez leitura de carta dirigida aos conselheiros do CMMA, na qual a empresa agradece ao prefeito e ao presidente do conselho, Alex Fabiano Garcia pela oportunidade de fazer tal apresentação.



“Lamentamos nunca antes termos conseguido trazer os estudos ao Conselho Municipal de Meio Ambiente apesar de termos solicitado esta reunião em várias oportunidades, durante a gestão do prefeito afastado. “Já havíamos conseguido nos reunir com os conselhos de educação, de assistência social, tutelar e de desenvolvimento rural sustentável, mas nunca com o do meio ambiente. Por isso agradecemos muito ao prefeito Adelmo e ao secretário de meio ambiente e de planejamento, Dr Alex Fabiano Garcia”, ressaltou Pugnaloni.




O engenheiro Ivo Pugnaloni, presidente da Enerbios e o engenheiro ambiental Victor Kyochi Bernardes, que coordenaram por parte da empresa os Estudos Ambientais das PCHs, fizeram depois uma apresentação explicando as principais características dos empreendimentos e detalhando todos os levantamentos de campo e estudos realizados quanto aos impactos ambientais, medidas mitigadoras e compensadoras.



“As barragens são de baixa altura, menores do que um poste de energia. Mas os canais são bastante extensos, correndo ao longo do rio. A equipe técnica trabalhou livremente por quase dois anos, realizando  78 ( setenta e oito ) análises dos diferentes impactos ambientais, positivos e negativos. Foram 14 ( quatorze )  profissionais que compuseram a equipe técnica multidisciplinar, dentre eles professores, mestres e doutores em suas respectivas áreas, de biologia, de ictiologia, avifauna, de geologia, aguas subterrâneas, qualidade da agua. Todos os trabalhos de campo e estudos estão acompanhados das respectivas anotações de Responsabilidade Técnica emitidas pelo CREA e pelo CRBIO”, informou Victor Bernardes. “Agora todos este trabalho, com mais de 1500 paginas para cada uma das três pequenas hidrelétricas, está com os senhores conselheiros. E deixamos uma cópia impressa com a secretária executiva do CMMA, bióloga Aldeli Prates Ferreira, para que possa analisar e fazer sugestões que acreditar necessárias pois estamos abertos às contribuições da sociedade local, bem como disponibilizá-la para consulta de outros interessados.



Na reunião estiveram também proprietários das áreas atingidas pelo empreendimento, mas apenas na margem direita do rio, a maioria de áreas situadas no município de Guamiranga. Não ficou claro por que o convite do conselho se estendeu a apenas alguns proprietários da margem direita e não a todos. Nem porque não foram convidados os agricultores da margem esquerda, das linhas Nova Galícia e Consul Pool que são em maior número. “Não entendemos qual foi o critério, para o convite, mas certamente haverão outras reuniões onde poderemos discutir com mais profundidade os assuntos e os questionamentos técnicos, específicos, sem que os ânimos se exaltem ou haja acusações de parte a parte que não servem para nada a não ser para causar confusão”, disse Victor.




"Apesar da ausência de nossos amigos e parceiros da margem esquerda, do lado de Prudentópolis, onde ficarão as casas de força e os canais, a reunião foi boa por duas razões. A primeira porque serviu de um bom novo começo de relacionamento produtivo entre a ENERBIOS e a nova administração da municipalidade, dirigida por um profissional da agronomia, empresário rural de sucesso, que é o Adelmo. A segunda é que ficou claro que apesar de termos entregue cópias dos estudos na prefeitura e na câmara municipal e colocado no ar nosso site www.riodospatos.com.br  existiu pouco interesse da população em buscar conhecer melhor os projetos, e mesmo entre aqueles que mais os combatem, ainda existe muita desinformação e muita distorção dos dados técnicos do projeto”, disse Ivo Pugnaloni.



Para o engenheiro ambiental Victor Bernardes, a reunião foi boa porque, finalmente os membros do conselho de meio ambiente receberam cópias dos estudos ambientais, e assim poderão conhecer melhor os estudos que foram realizados nos últimos dois anos e então encaminharem à ENERBIOS os seus questionamentos técnicos.



"É preciso desarmar os ânimos, pois todos queremos o melhor. Três hidrelétricas de baixo impacto ambiental com barragens menores do que 10 metros e apenas 3 alqueires de alagamento, não são o bicho-feio que algumas pessoas espalham, mesmo sem nunca antes haver lido os projetos e os estudos. Ao contrário, é impossível continuarem negando que as usinas implantarão áreas de preservação permanente ( APPs) que são maiores do que os reservatórios, melhorando muito o meio-ambiente, e dando aos três municípios, de Prudentópolis, Guamiranga e Ivaí a oportunidade de constituírem três parques ecológicos intermunicipais.”



"Ficamos muito tristes quando vemos algumas pessoas duvidando que vamos implantar nossos programas ambientais de piscicultura, fruticultura irrigada, como se o IAP não os fosse fiscalizar. Isso é desacreditar e desmerecer os técnicos que se ocupam da fiscalização ambiental estadual e federal, que aqui em Prudentópolis é muito ativa. Pelo menos a julgar pelos resultados de alguns anos atrás, quando vários processos ambientais terminaram até mesmo em prisão e multas pesadas. Principalmente quando essas afirmações são feitas por investidores que um dia, no passado, também tiveram o direito de investir em seus sonhos, em seus projetos, conseguindo realizá-los porque a sociedade, as prefeituras e os bancos oficiais acreditaram no que eles disseram na época. E se, naquela época, quando eles projetaram realizar seus sonhos, alguém fosse em reuniões para dizer que eles não iriam realmente construir aquilo que realizaram? E se alguém dissesse pelos quatro cantos que aquilo que eles propunham não ia dar certo, que eles não iam fazer o que estavam dizendo, que iam pegar o dinheiro dos empréstimos e sumir? Foi graças a Deus e ao esforço destas pessoas, que eles conseguiram fazer seus sonhos virarem realidade. Mas o fato de terem recebido a confiança e o apoio das prefeituras e dos bancos oficiais também foi muito importante. Nós da ENERBIOS apenas queremos o direito de gozar da mesma confiança e o mesmo apoio que eles tiveram, pois apesar de não termos nascido em Prudentópolis ou em Guamiranga, também somos brasileiros, também pagamos todos os nossos impostos, também somos empresários, estamos fazendo tudo dentro da lei e temos o direito de investir e contar com mesma confiança com que eles contaram. E acho que todos os cidadãos concordam comigo quando digo isso”, disse Ivo Pugnaloni.



“Basta conversar com as pessoas na cidade. Todos lembram a nós que outras empresas tentaram instalar-se mas desistiram frente a tanta animosidade, tanta hostilidade. Mas nenhum nos diz para desistir. Assim foi com a Sadia, com a Yazaki, com o Muffato e tantas outras empresas que preferiram ir instalar-se em outras cidades da região”, lamentou o engenheiro Ivo Pugnaloni.


Ele afirmou ainda que a ENERBIOS trabalha desde 2008 na região e que também tem direito de investir, não apenas em energia, mas em piscicultura, fruticultura e em turismo nessa região, obedecendo a toda a legislação ambiental.




"Além de energia limpa, queremos gerar empregos e renda com o turismo rural, o turismo ecológico, o turismo geológico e técnico e com a produção de tilapia, frutas e  alimentos saudáveis. E isso é nosso direito, como empresários. Estamos em um país onde a constituição garante que exista liberdade de iniciativa e democracia. E acima de tudo, que exista o respeito à lei, ao judiciário, às instituições do estado e aos contratos firmados. Todos os cidadãos tem esse direito, sejam eles de Prudentópolis, de Guamiranga, de São Paulo, Nova Iorque ou de Curitiba, como nós. Basta lembrar que no Brasil, quase todos nós viemos de fora do país e desde que nossos avós chegaram foram bem recebidos e ninguém os hostilizou porque vieram de fora”.



A implantação dos museus arqueológicos das culturas indígenas e da imigração ucraniana e italiana também foi comentada por Ivo, que informou que o IPHAN, que é o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, na pessoa de seu coordenador no Paraná, José de La Pastina, já confirmou seu apoio à iniciativa. A piscicultura e a fruticultura irrigada por gotejamento também, tanto da Emater local como do escritório central em Curitiba.



”Os governos federal e estadual possuem vários programas para financiar projetos turísticos acoplados a museus, parques e turismo rural. Mas é preciso apresentar bons projetos, porque os recursos não vem para as cidades sem que os municípios apresentem projetos. O turismo e a produção de energia não são incompatíveis. E basta visitar locais como recanto Rickli, o complexo turístico do reservatório de Itá ou de Segredo ou de Itaipu para ter certeza disso. Ao contrário, com o acesso melhorado pelas usinas, toda aquela região vai ganhar e o turismo rural também. E os moradores dessa região não precisarão mais ir para os alagados para ter um pouco de lazer. Há muita gente em Curitiba, em São Paulo, em Joinville que gostaria de andar de cavalo, de charrete com seus filhos pequenos, de beber leite tirado da vaca logo de madrugada, numa autentica fazenda ou sítio mas não encontra  opção. Só quem não quer que outros progridam é que pode lançar dúvidas quando algum outro empresário sonha ou projeta algum investimento. Isso precisa parar de acontecer. Todos devem ter liberdade de empreender, de construir seus sonhos, de colocar de pé os seus projetos, mas sempre obedecendo à lei, pois fora das leis, não há solução com final feliz. Além disso, o progresso de um novo investidor não atrapalha os demais, pelo contrário, os negócios se complementam, se ajudam mutuamente. Não se pode ter medo da concorrência, mas sim saudá-la e aprender com ela”, completou.



"Isso nos deixa muito tristes. Ainda mais numa hora como essas, quando o nosso país está precisando de energia limpa da agua corrente para não continuar usando as termoelétricas a petróleo, que custam quase 8 vezes mais caro e estão fazendo o consumidor paranaense pagar o dobro, como acontece com uma panificadora que pagava 5 mil por mês e agora está pagando 10 mil aqui em Prudentópolis, concluiu Ivo Pugnaloni, que é presidente da Associação Brasileira de Fomento às Pequenas Centrais Hidrelétricas e das CGHs, a ABRAPCH. ( www.abrapch.com.br )

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