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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Demanda por energia elétrica no Brasil deve cair 10% até 2030

Fonte: Portal no Ar
Brasil desperdiça 15% da energia gerada apenas no setor de transporte, ou seja, é perdida nos processos de transmissão e de distribuição. A informação é o diretor da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), José Marcelo Sígoli, que proferiu palestra em Natal, nesta segunda-feira (16), durante o lançamento do Programa de Eficiência Energética Ligado na Economia, idealizado pelo Sebrae no Rio Grande do Norte.

A Abesco é uma entidade civil, sem fins lucrativos que representa oficialmente o segmento de eficiência energética no país e, segundo o diretor da associação, somado às perdas no transporte ainda há o desperdício dos consumidores, tanto residenciais quanto comerciais. Por isso, a regra é utilizar a energia de forma eficiente.
O próprio Plano Nacional de Eficiência Energética (PNEF) já prevê uma redução na demanda. A estimativa é que o Brasil tenha uma redução da demanda de energia elétrica final de 10% até o ano de 2030. Perspectiva que pode ser atingida com medidas de uso racional da eletricidade e também com a adoção de fontes alternativas de geração, como é o caso da eólica e da fotovoltaica.
Na avaliação de José Marcelo Sígoli, a substituição pela microgeração fotovoltaica é ideal para as micro e pequenas empresas nordestinas, sobretudo potiguares, já que a região reúne as condições climáticas favoráveis à utilização desse tipo de fonte de energia e os painéis podem ser instalados no ambiente da própria empresa. O mercado inclusive já dispõe de placas flexíveis que facilitam a implantação e a energia produzida pode ser armazenada, com uso de inversores e bateria, para uso em períodos em que não há incidência solar.
“São fontes de energia alternativas de baixo impacto ambiental, mas, o custo financeiro é alto. É preciso uma mudança no comportamento do empresariado. A eficiência energética deve estar no DNA dos empresários. Não adianta ter uma lâmpada eficiente se a deixa ligada por 24 horas desnecessariamente”, diz o executivo, referindo-se à necessidade de utilizar energia racionalmente.
Estudos apontam um potencial de redução de 25%, principalmente no ambiente corporativo. Atualmente, 25% da iluminação comercial estão baseados em sistemas de iluminação obsoletos e ineficientes, pela adoção de lâmpadas fluorescentes de 20 Watts e 40 Watts, e apenas 1% dos escritórios utilizam controles inteligentes, como detector de presença e aproveitamento da luz natural. Com a utilização de tecnologias mais eficientes, a economia poderia chegar a mais de R$ 90 milhões por ano em energia, o que representa uma economia anual de energia elétrica da ordem de 363 Gigawatt-hora (GWh).
Já o setor industrial é o maior consumidor de energia do Brasil. Nesse segmento, os motores contribuem com 49% do consumo. Os sistemas industriais são responsáveis por 26% da energia total consumida no país e apresentam grande potencial de redução e em torno de 76% dos sistemas de bombeamento têm como forma de controle o liga-desliga, que é considerado ineficiente. 32% e 27% dos sistemas de ar comprimido e de refrigeração, respectivamente, possuem perdas estimadas entre 5 a 10%.
Mercado altamente globalizado com pressão para o aumento da competitividade, da produtividade e da redução de custos. O custo da energia elétrica no mercado spot superou o valor de R$ 822,00 Megawatt-hora (MWh) no ano passado. E as perspectivas não são animadoras. De acordo com o diretor da Abesco, nos próximos quatro ou cinco anos, algumas concessionárias devem registrar aumentos de até 80%. Por isso, elogiou a iniciativa do Sebrae no Rio Grande do Norte de idealizar um programa de eficiência energética para os pequenos negócios. “O Sebrae, mais uma vez, inova ao lançar um projeto dessa natureza”.

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