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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Fitch: 38% dos parques eólicos geraram abaixo do P50 em 2014

Fonte: Canal Energia
Um estudo realizado pela Fitch Ratings com 27 projetos eólicos conectados à Rede Básica, com um total de 731 aerogeradores e capacidade instalada de 1.354 MW, mostrou que dez projetos, que representam 38% da capacidade instalada geraram abaixo do P50 em 2014 e em 2013, ou seja, entregaram menos energia do que 50% da sua garantia física. Em média, eles ficaram 13% aquém do patamar. Sete desses projetos, representando 28% da capacidade instalada, performaram consecutivamente abaixo do P50 por mais de 5%. Em média, ficaram 16% aquém.

“Os dados indicam que mesmo em períodos considerados positivos em termos de regime de ventos, como 2014, diversos projetos ficaram mais de 10% aquém do P50. O elevado desvio-padrão do aumento/redução anual de geração dos projetos indica a característica volátil do regime de ventos e evidencia que nem mesmo os melhores projetos estão protegidos”, aponta a Fitch. O parque Rio do Fogo, localizado no Rio Grande do Norte e de propriedade da Iberdrola, gerou 77% do P50 em 2013 e 99% do P50 em 2014. O de Mangue Seco, da Petrobras, também teve uma geração de 78% do P50 em 2013 e de 76% em 2014.
Por outro lado, a performance melhorou em 13 projetos ou 48% da amostra, com volume de geração de energia 6% superior ao índice. Em 2013, a performance dos projetos ficaram, na média, 7% aquém do P50. Em geral, de acordo com o documento, foi produzido um valor de energia 7% maior em 2014. Os projetos com maior geração tanto em 2013 quanto em 2014 foram da Desenvix, na Bahia. A usina de Novo Horizonte gerou 126% do P50 em 2013 e passou para 153% em 2014. Já o projeto Seabra teve uma geração de 144% do P50 no ano passado, ante 123% no ano anterior.
O documento destaca ainda que os projetos localizados na Bahia, que representam 14% da capacidade instalada, tem demonstrado performance operacional superior aos demais, gerando energia 8% e 23% acima do P50 em 2013 e 2014, respectivamente. Projetos do Ceará, com 40% da capacidade instalada, performaram 5% acima do P50 em 2014, depois de ficarem 4% aquém em 2013. Ainda de acordo com a Fitch, os projetos do Rio Grande do Norte e do Rio Grande do Sul performaram abaixo do P50 em 2013 e em 2014, gerando em média 13% e 9% abaixo do índice, respectivamente.
A Fitch apontou ainda que o volume certificado a P50 vem aumentando nos projetos mais recentes. Os que entraram em operação comercial em 2006 carregaram, em média, um volume P50 equivalente a 32% da capacidade instalada. Já o P50 médio para os que iniciaram operação comercial em 2012 foi de 38%, e em 2013, de 46%. Recentemente, o projeto Flexeiras 1, cuja operação comercial começou em janeiro de 2014, obteve um P50 equivalente a 55% da capacidade instalada.
A Fitch informou que os dados para o estudo “Eólicas no Brasil: Atingindo o P50″ foram extraídos do Boletim Mensal de Energia Eólica de dezembro de 2014, publicado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico. A amostra foi ajustada de forma a contemplar somente projetos que entraram em operação comercial até janeiro de 2014, de modo a ser possível analisar um ano inteiro de atividade.

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