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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Risco de déficit de energia cai para 4,9%, diz o CMSE

Fonte: Jornal do Comércio
O risco de déficit de energia no sistema Sudeste/Centro-Oeste, o principal do País, caiu de 6,1% no começo de março para 4,9% agora, enquanto para a região Nordeste o risco de falta de energia continuou em 1,2%. Os dados são do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) e foram adiantados ontem pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, ao participar de audiência pública na Comissão de Infraestrutura do Senado.

Ainda assim, e mesmo com uma melhora nas chuvas em março, o ministro disse que o governo está trabalhando no planejamento do setor elétrico para que o sistema possa estar preparado para uma situação de crise hídrica no começo de 2016 igual ou pior que a vivida no País no início deste ano. “Poderemos chegar a dezembro de 2015 ou janeiro de 2016 em situação igual ou pior que a de 2015. Espero que não seja assim, mas temos que nos planejar”, afirmou.
Braga citou a realização de um leilão de reserva ainda este ano para garantir uma segurança adicional para o começo de 2016. O ministério autorizou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a realizar no dia 29 de maio o terceiro leilão de  energia de reserva de 2015. Segundo o documento, a conexão das usinas vencedoras do leilão deverá ocorrer no submercado Sudeste/Centro-Oeste.
Ao apresentar dados do setor, o ministro citou a entrada de 1.500 megawatts novos no parque nacional de geração entre  janeiro e março deste ano. Ele também mostrou tabelas com dados sobre a situação dos reservatórios das hidrelétricas em 2001 e 2015.
“Mesmo com volume de água em reservatórios menor que em 2001, temos condições de garantir a oferta de energia. E aumentamos muito a capacidade de transmissão entre as regiões do País. Isso permite que volumes de energia sejam transferidos entre as regiões que têm ritmos hidrológicos distintos, ao contrário do que acontecia em 2001″, completou.
Para o ministro, a possibilidade de racionamento de eletricidade no País é cada vez menor. Ele destacou que a queda no consumo de energia nos últimos meses no País tem ajudado a manter o equilíbrio estrutural do sistema elétrico. “A cada dia nos afastamos seguramente de qualquer possibilidade de racionamento”, garantiu.
Em resposta aos parlamentares, Braga voltou a dizer que metas de qualidade e compromissos de investimentos serão exigidos das empresas de distribuição de energia para a renovação das concessões do setor que começam a vencer a partir de junho deste ano.
“O realismo tarifário que estamos implantando precisa ser acompanhado pela melhoria da qualidade dos serviços. Qualidade e investimentos serão fundamentos para renovação de concessões de distribuição”, afirmou.
Déficit
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) admite um risco de déficit de até 5%, o que significa que o sistema voltou a ter um risco tolerável após ter ficado acima desse patamar nos últimos meses. “Com base nas análises efetuadas, observase que as condições de suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) melhoraram em relação ao mês anterior”, afirma o documento divulgado pelo Ministério de Minas e Energia.
De acordo com o CMSE, o SIN tem condições estruturais para atender o País a despeito da situação climática desfavorável. (Com agências)

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