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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Socorro ao setor elétrico custará R$ 37,41 bilhões

Fonte: Jornal do Comércio
O socorro ao setor elétrico vai custar RS 37.417 bilhões aos consumidores, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O valor será diluído e repassado para a conta de luz nos próximos quatro anos e meio e deve causar um impacto de 6 pontos percentuais, em média, nas tarifas.


O empréstimo foi feito para ajudar as distribuidoras a pagar pela compra de energia ao longo do ano passado e evitarum reajuste muito elevado para os consumidores de uma só vez. Ao todo, essa despesa consu miu RS 21,176 bilhões. Mas o custo, na prática, ficará muito maior devido aos juros cobrados pelas instituições financeiras, que vão consumir RS 12.838 bilhões.
O diretor-geral da Aneel. Romeu Rufino, negou que o custo do empréstimo tenha sido muito elevado. “O custo da operação foi analisado e entendido como compatível com o mercado”, disse. “Foi uma operação em condições de mercado. Foi uma negociação dura, ampla, mas as condições pactuadas são compatíveis com negociações semelhantes já feitas.”
Como garantia da operação, os bancos decidiram cobrar 10% do valor total do empréstimo, o correspondente a RS 3,401 bilhões. Esse valor será recolhido na tarifa cobrada pelo consumidor e, ao final do pagamento do empréstimo, será devolvido.
“O que é normal em qualquer garantia é que a conta tenha uma folga. Você não pode garantir um fluxo que é exatamente o valor da sua obrigação”, explicou Rufino. “Uma ou outra distribuidora pode ficar inadimplente e aí não é suficiente para amortizar”.
Três operações foram acordadas. A primeira, em abril de 2014. foi de RS 1 \2 bilhões. A segunda, em agosto, foi de RS 6,578 bilhões. E em fevereiro deste ano, foi fechada a última parcela, de RS 3398 bilhões. Embora cada operação tenha sido fechada com um taxa de juros diferente, o custo médio do empréstimo será de CDI, mais 2,7% ao ano, com amortização em 54 meses, de novembro deste ano a abril de 2020.
Para pagar o empréstimo, as tarifas devem subir, em média, entre 5 e 6 po
ntos percentuais a partir deste ano. O repasse será feito na data do reajuste anual de cada distribuidora. As distribuidoras que já passaram pelo reajuste ordinário anual em 2015 terão o aumento autorizado reduzido.
Impacto
Aumentos de sete empresas aprovados em fevereiro e março consideravam que o empréstimo seria pago em dois anos. Por essa razão, o impacto do empréstimo foi maior, de 11 a 13
pontos percentuais.
Foi assim no caso da Ampla, CPFL Mococa. CPFL Santa Cruz. CPFL Sul Paulista. CPFL Leste Paulista, CPFLIaguari e Energi-sa Borborema. As tarifas dessas empresas devem cair entre 5 e 6 pontos percentuais.
“É claro, alongou o prazo e custou um pouco mais caro, pois é um período maior de encargos que se paga”, afirmou Rufino. “Se não fizéssemos o alongamento do empréstimo, todas as empresas teriam um aumento entre 11 a 13 pontos percentuais em dois anos. Foi uma escolha que foi feita. Entendeu-se que seria oportuno diluir um pouco mais.”

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