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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Light quer vender Renova para fazer novas usinas

Fonte: Valor Econômico
A Light planeja utilizar os recursos da potencial venda de sua participação de 16% no capital da Renova Energia para a construção das hidrelétricas de Itaocara e Lajes, ambas no Rio de Janeiro. A empresa prevê desembolsar cerca de R$ 210 milhões na implantação das duas usinas.

“Esse recurso da Renova vai ajudar a tocar esses projetos de geração”, afirmou ontem o presidente da Light, Paulo Roberto Pinto, em teleconferência com analistas e investidores sobre os resultados da empresa no primeiro trimestre de 2015, um lucro de R$ 129 milhões.

O executivo disse que a empresa está com o “radar ligado” para a possível venda de sua fatia na Renova, mas não deu mais detalhes. “Tivemos recentemente uma entrada bastante forte da Cemig [controladora da Light] no controle da empresa [Renova Energia]. Do ponto de vista de governaça, o entendimento é que a Cemig já está atuando diretamente. A Light tem que buscar outros desafios”, afirmou Pinto.
Na última semana, o Valor informou que a americana SunEdison negocia a compra da participação da Light na Renova Energia.
Sobre Itaocara, usina de 150 megawatts (MW) de potência, no do Paraíba do Sul, a Light calcula uma taxa de retorno para o investimento da ordem de 10%, segundo o diretor de Energia da empresa, Luiz Femando Guimarães. A empresa arrematou a concessão do empreendimento em parceria com a Cemig em leilão na semana passada.
“[A Light] se aproveitou de uma negociação muito forte com os empreiteiros, aproveitando o momento em que o mercado está pouco demandado por parte da construção civil e nos favoreceu a conseguir condições melhores de preço”, explicou Guimarães.
Com relação às perdas de energia, os diretores da empresa admitiram que o impacto do “realismo tarifário” pode aumentar o nível de inadimplência e, principalmente, de furto e fraude de energia, colocando em risco o alcance da meta de perdas de até 39,92% em agosto, acordada com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O índice de perdas comerciais reportada pela Light no primeiro trimestre foi de 39,88%, abaixo do teto estipulado pela autarquia. O presidente da Light disse que a companhia mantém a expectativa de atingir a meta em agosto.
“Se levarmos em conta de que novembro [de 2014] a março [de 2015], a tarifa da Light chegou a subir 60%, o risco [de aumento da inadimplência e do furto de energia] é grande. Mas não perdemos o foco da meta da Aneel para 15 de agosto”, disse Pinto.

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