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quarta-feira, 13 de maio de 2015

TRIMESTRE COM LUCRO LÍQUIDO DA CPFL RECUA 18,4%

Segundo o presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Junior , o GSF em 2015 ficará entre 16,5% e 17%, bem acima dos cerca de 8% no ano passado, considerando a perspectiva de que a carga de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) neste ano ficará estável sobre 2014. Para 2016, a expectativa para o GSF é de 8%.
Os valores que o governo federal está estabelecendo para os leilões de energia, como o A-5, foram considerados “suficientes” para cobrir os aumentos nos custos operacionais e de financiamento pelas empresas, conforme afirmou Ferreira Jr., durante teleconferência com analistas sobre os resultados do primeiro trimestre deste ano.

Segundo o executivo, o governo tem se esforçado para atrair o capital privado colocando preços melhores. “Fazia quatro anos que não víamos PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) participando de leilões. Isso acontece, pois o retorno está sendo compatível com o esperado pelas empresas”, disse Ferreira Jr.
A CPFL Energia espera que o consumo de energia em sua área de concessão neste ano fique próxima do verificado em 2014. “Estamos vendo que em 2015 o consumo será muito semelhante ao do ano passado em relação à carga”, declarou o executivo. No Sistema Interligado Nacional (SIN), a previsão é de que a carga atinja 65,7 gigawatts (GW) médios para este ano, volume 1,5 ponto percentual inferior ao esperado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), de 67,2 GW médios.
Risco hidrológico
De acordo com Ferreira, o grupo de energia espera ainda para este mês uma solução negociada com o governo federal para mitigar o impacto financeiro produzido pelo risco hidrológico das geradoras de hidroeletricidade do país. “Eu tenho expectativa de que em maio tenhamos solução para esse tema que possa ser aplicada às empresas”, ressaltou”.
As discussões com o governo federal envolvem a aplicação do chamado fator “GSF” (déficit de geração hídrica). O déficit ocorre pelo fato de as hidrelétricas serem obrigadas por órgãos reguladores a gerar menos eletricidade para poupar água dos reservatórios, o que as leva a ter de comprar energia no mercado de curto prazo a preços mais caros para honrar contratos de fornecimento, gerando despesas adicionais de bilhões de reais.
O executivo comentou ainda que “é óbvio” que a CPFL tem interesse em oportunidades de aquisições de distribuidoras de energia no país que podem acontecer neste ano por conta de possível venda de empresas da Eletrobras, por ser um negócio que precisa de escala. A empresa divulgou na noite de sexta-feira que encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 142 milhões, queda de 18,4% sobre o resultado obtido no mesmo período do ano passado.
Reservatórios
Segundo Ferreira Jr., o nível dos reservatórios das hidrelétricas no SIN está em cerca de 35%, perto do patamar em que estava na mesma época em 2001, um mês antes da decretação de racionamento de energia no país. Porém, para o executivo, é “muito improvável a necessidade de qualquer restrição de consumo de energia (neste ano), seja por causa do aumento das tarifas, seja pelo consumo mais baixo”.
Segundo as contas da CPFL, se de junho a novembro as chuvas que chegarem aos reservatórios das hidrelétricas do país forem equivalentes a 87% da média histórica para o período, o sistema terá em novembro um armazenamento de 15%, acima do nível crítico de 10% definido pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Ferreira Jr. afirmou ainda que entre 2004 e 2014 a média de afluências nas hidrelétricas durante o chamado período seco, que vai do final de abril a novembro, foi de 104%, e que a probabilidade de chuvas abaixo da média histórica para o período é de 28%.
Sudeste 
A companhia prevê que os reservatórios das hidrelétricas no subsistema Sudeste/Centro-Oeste encerrem novembro com 15% de volume de energia armazenada (EAR). “Para que essa projeção seja atingida será preciso que a Energia Natural Afluente (ENA) média atinja 87% entre junho e novembro”, afirmou Ferreira Jr.
A probabilidade de que esse número não seja alcançado é de 28%, considerada baixa pelo executivo. O mínimo estipulado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para o nível de energia armazenada nos reservatórios em novembro é de 10%.
CPFL e Eletrobras
A CPFL Energia voltou a sinalizar interesse em aquisições para expandir a rede de concessão e ganhar escala na distribuição de energia no País. Questionado por analista se a companhia teria interesse em ativos da Eletrobras, como a Celg-D, o presidente da empresa disse que a CPFL sempre está atenta a oportunidades e que analisará cada uma delas.
“Algumas distribuidoras são pequenas e sempre haverá necessidade de serem consolidadas pelas maiores. O negócio de distribuição é de escala. Acredito que poderemos ter chances no momento de renovação das concessões para fazer um projeto estruturado por elas”, afirmou Ferreira Jr.

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